segunda-feira, 10 de março de 2008

Grupos Corais Infantis – A voz cantada como agente de mudança?

A ideia de realizar um intercâmbio de Grupos Corais Infantis nasceu do conhecimento da existência do Grupo Coral Infantil da EB1/PE de São Jorge, do Grupo Coral Infantil da EB1/PE do Caminho Chão, este último criado no ano lectivo 2003-2004 e o Grupo Coral Infanto-Juvenil da Casa do Povo de Santana recentemente fundado. Estes projectos possibilitaram a aplicação de vários tipos de estratégias/actividades diversificadas uma das quais foi este Intercâmbio.

Assim, realizou-se no dia 5 de Março na EB1/PE do Caminho Chão, Concelho de Santana, o I Intercâmbio de Grupos Corais Infantis com a colaboração de várias entidades (Junta de Freguesia, Casa do Povo, EB1/PE do Caminho Chão e EB1/PE de S. Jorge). Iniciou-se este evento com uma canção instrumentada e coreografada e após a actuação de cada um dos grupos corais, o evento terminou com uma canção entoada em conjunto. De seguida deu-se lugar a um lanche convívio por todos os participantes e convidados que curiosamente, funcionou como uma plataforma de discussão sobre os resultados provenientes desta iniciativa.

A envolvência de toda a comunidade escolar numa atitude de cooperação e responsabilização mútua é indispensável na motivação e na qualidade do trabalho, do professor de apoio que consequentemente transmite aos seus alunos de uma forma motivadora ou não. É assim, imprescindível um diálogo mais profícuo a par de objectivos comuns e claros entre organismos (escolas, câmaras municipais, casas do povo), resultado de um trabalho de parceria que parece ser ainda pouco presente. É necessário, que toda a Comunidade Escolar tenha consciência que a Educação Artística, especialmente através da voz cantada, seja relevante no meio em que as crianças se inserem pelo efeito transformador que tem sobretudo nas suas vidas.
Em suma, pensamos que as artes devem começar a ser vistas como uma disciplina ímpar no Currículo Educativo relativamente à promoção das dimensões emocionais, éticas e morais do desenvolvimento humano, funcionando como agentes de mudança. Uma Educação Artística assegurada a todas as crianças deve ser vista como uma necessidade e não como um luxo.

Prof.ª Elsa Cabrita

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Musicalização do nosso coração

A Música e a Expressão Dramática são um importante meio para levar alegria às escolas e particularmente às aprendizagens das crianças. Esse foi um dos pontos de partida da Acção de Formação que decorreu entre 24 e 31 de Janeiro de 2008, no anexo do GCEA na Nazaré, sob a orientação do Prof. João Pedro Borges, com a participação de 15 Educadoras de Infância e Professoras do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Na apresentação final, resumo do trabalho da semana, foram mostradas duas danças criativas – com a exploração de novas sonoridades, de instrumentos tradicionais e sequência de movimentos expressivos; 1 conto sonoro – com uma história “O Sapo Artista” inventada pela Ana Alves, uma das formandas, que foi recontada com gestos e sons corporais; e o momento da canção, a do Palhaço acompanhada com instrumentos (construídos no decorrer da acção utilizando materiais de desperdício) e a canção “O cão e o gato” em que se pretende trabalhar a lateralidade, as vozes e movimentos dos animais.
Fomentar e incentivar a criatividade em toda a comunidade escolar, sem que os educadores tenham receio de usar as suas potencialidades musicais e artísticas foi outro dos grandes objectivos alcançados neste grupo de trabalho.
A “Musicalização do nosso coração” seguindo uma vertente de descoberta e de debate no final de cada bloco proporcionou uma vez mais a oportunidade de ensaiar uma dinâmica – que cada educador pode adoptar para a sua sala de aula – a de deixar espaço para que cada criança construa o seu universo de sons.

Francisco Caldeira
Coord. da Equipa de Animação

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ciclo de Fóruns: Boas Práticas Artísticas na RAM

No dia 25 de Janeiro realizou-se o 3.º Fórum, cuja temática incidiu NA PROBLEMÁTICA DA MOTIVAÇÃO (DOS PROFESSORES E DOS ALUNOS) NO ACTUAL CONTEXTO DE MUDANÇA DA ESCOLA e teve como o conferencista, o Dr. Ivo Nunes. Pela lotação esgotada e pela dinâmica que se prolificou em torno da palestra, notou-se o grande interesse dos presentes por esta temática. De salientar, também, a apresentação em vídeo, bem como o testemunho de alguns alunos presentes, representando duas escolas da RAM, que desenvolvem Modalidades Artísticas, nomeadamente a Escola Básica e Secundária da Calheta e Escola Secundária Jaime Moniz. Dos testemunhos ouvidos registamos o seguinte: “o teatro é, para mim, uma forma de escape e de libertar o stress das outras disciplinas (...) o teatro ajuda-me a aprender a comunicar (...) ajuda-me a compreender melhor o mundo à minha volta...”
Considerando a grande adesão que os Fóruns têm tido, fazemos um balanço bastante positivo, tanto ao nível da pertinência e da qualidade das palestras apresentadas, como ao nível das amostras no âmbito das Boas Práticas Artísticas na RAM. Os próximos Fóruns irão realizar-se a 29 de Fevereiro, a 4 de Abril, a 16 de Maio e a 11 de Julho.
Mais se informa que a entrada é livre (sem inscrição) ficando limitada pela lotação da sala. No final de cada Fórum é entregue um certificado de participação a todos os presentes.

Natalina Santos (GCEA)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Fóruns Boas Práticas

A Secretaria Regional da Educação e Cultura, através do Gabinete Coordenador de Educação Artística agendou sete Fóruns, que terão lugar no decorrer do presente ano lectivo.
Considerando as mudanças que caracterizam a sociedade actual, os efeitos da globalização e a decorrente multiculturalidade, a escola não pode ignorar as novas dinâmicas daí subsequentes. É preciso e é urgente mudar, reinventar a escola, no sentido de torná-la num espaço atractivo e agradável, onde o ensinar e o fazer aprender ganhem cada vez mais sentido. Deste modo, novos desafios são colocados aos educadores e aos professores, obrigando-os ao repensar das práticas pedagógicas e curriculares.
Neste pressuposto, pretendemos que estes Fóruns constituam um espaço para reflexão e partilha de questões relacionadas com a Educação, com a Escola, com novos desafios e dos novos papéis dos educadores e professores, numa perspectiva de partilha de boas práticas.
O primeiro Fórum, que se realizou no dia 26 de Outubro, no Auditório do Museu Casa da Luz, contou com a presença de cerca de 70 participantes. A palestra, “Formação contínua e o desenvolvimento profissional dos educadores/professores” teve como orador o Mestre Manuel André, Director de Serviços de Formação e Inovação Pedagógica da Direcção Regional de Educação, proporcionou um debate interessante entre os participantes. Pela dinâmica que se criou, notou-se que esta temática carece de alguma atenção por quem de direito. Na segunda parte do Fórum tivemos a amostra em vídeo, de quatro exemplos de boas práticas, no âmbito das Modalidades Artísticas (1.ºCEB).
O próximo Fórum irá realizar-se a 30 de Novembro, a partir das 14h30, também no Auditório do Museu da Casa da Luz, e terá como tema “A relação professor/aluno – factor de sucesso/insucesso, que será exposto pela Subdirectora Regional de Educação, Dr.ª Margarida Pocinho.
Relembramos que estes Fóruns, de entrada livre, estão abertos a todos os Educadores, Professores e demais interessados por questões relacionadas com a Educação.
Fóruns para 2008: 25 de Janeiro; 29 de Fevereiro; 4 de Abril; 16 de Maio e 11 de Julho.

Natalina Santos

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Conferência Nacional de Educação Artística

Esta Conferência, realizada na Cidade do Porto de 29 a 31 de Outubro de 2007, foi, sem dúvida, um espaço privilegiado para o debate de ideias e apresentação de boas práticas que, em várias partes deste País, apesar das imensas dificuldades, algumas escolas e instituições estão a promover.

A minha razoável decepção é sobre a organização desta Conferência que, uma vez mais, privilegiou as comunicações “Teorias” em Plenário, relegando as “Boas Práticas” para os Painéis e as Mesas Redondas. Mais uma vez deu-se destaque às “teorias” apresentadas, eventualmente, por quem nunca as aplicou “no terreno”. Como disse, e muito bem, o Professor e Maestro Borges Coelho “deixemo-nos de palavras! É tempo de passar à acção”, o que eu subscrevo integralmente.

Apesar do Gabinete Coordenador de Educação Artística, da RAM, ter participado de forma activa nesta Conferência, com a apresentação de três comunicações, bem como na moderação de um dos painéis, lamentamos profundamente que não nos tenha sido proporcionada uma comunicação em plenário, dando conta das práticas que aqui se desenvolvem há 27 anos, cujos impactos, reais, ali fomos apresentar.

Pensamos que poucas (!!!) Regiões deste nosso País poderão apresentar estes mesmos impactos. Talvez por essa razão, não interessava à organização admitir este facto em plenário.

Agora resta-nos esperar as consequências desta Conferência e da aplicação das suas recomendações, caso contrário estaremos dentro de poucos anos, novamente, numa outra Conferência a discutir os mesmos assuntos, ou seja: “O sexo dos Anjos”!!!

Pela nossa parte, continuaremos firmes e confiantes a trilhar as nossas convicções, tentando cumprir a nossa visão estratégica:
- Afirmar-se como Serviço promotor da Cultura, através da Educação.
- Fomentar e aumentar a capacidade de trabalho de grupo.
- Atingir a excelência operativa.

cg

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

O livro: "Da Escola ao Palco"

Os novos manuais de Expressão Musical e Dramática para o 1º Ciclo do Ensino Básico:
  • Disponibilizam 140 planificações experimentadas no terreno, com sucesso nos domínios das Expressões Musical e Dramática, com a descrição estratégica necessária para implementar cada actividade;
  • Incluem 140 planificações correspondentes a mais de 350 actividades que estão organizadas de modo progressivo pelos 8 volumes – 4 livros do professor e 4 livros do aluno do 1º Ciclo do Ensino Básico;
  • Proporcionam material para actividades artísticas que auxiliam na dinamização cultural das escolas, através da organização temática das actividades;
  • Contemplam os momentos de avaliação necessários, através da concepção de testes de aferição trimestrais;
  • Permitem aos alunos recordar e rever em casa, tudo que já aprenderam, quer do ponto de vista do reportório interpretado, quer do ponto de vista cognitivo;
  • Permitem aos alunos interpretar as canções com acompanhamento harmónico, mesmo fora da sala de aula: cada volume (do professor e do aluno) está munido de um CD áudio.